Elsa,  Investimentos,  Renda Fixa

À espera da reforma da previdência

Como vocês sabem, meus investimentos são concentrados no Tesouro Direto e na bolsa americana em dólar. A ideia é ir aportando aos poucos em ambos os ativos com o objetivo de conseguir uma rentabilidade real ao redor de 5% em média no longo prazo.

A escolha dos ativos continua, mas resolvi segurar os aportes nos próximos meses. O motivo principal é o preço. Acho que ambos ativos estão caros…

Não sou contra a estratégia de ir comprando seus ativos favoritos ao longo do tempo, sem se importar com preços. Acho sim que é muito difícil prever preços futuros dos ativos então essa estratégia é muito poderosa. Mas gosto de uma discussão sobre estratégia de investimentos, rs. Não quero estar certa, só quero ter o prazer de exercitar o meu cérebro com essa discussão!

Começando pelo Tesouro Direto, como já comentei aqui, acho que os preços subiram demais ou, olhando pelas taxas, acho que as taxas caíram demais. Como meu objetivo é ter um retorno real de 5%, nenhum dos títulos do Tesouro IPCA atendem meu objetivo. E não to afim de correr o risco de inflação nos títulos prefixados.

O mais curioso é que todo esse otimismo com o Brasil que está precificado nas taxas do Tesouro Direto, não se traduziu em uma melhora do preço do dólar. Pelo contrário, o real já desvalorizou mais de 3% esse ano.

Assim, se a reforma da previdência passar, o Brasil voltar a crescer a taxas robustas e o otimismo dos preços do Tesouro Direto estarão certos, logo o dólar hoje tá caro e vai cair. Como quando eu compro a bolsa americana eu também compro dólar, então acho melhor esperar a reforma da previdência, o real se valorizar e aí sim comprar a bolsa americana. Não vou nem entrar no mérito se a bolsa americana está cara ou não, já vi muito “guru” de investimento falando que a bolsa americana estava cara há 3 anos atrás…

Agora se a reforma não passar, ou adiar por mais um ano, e a economia continuar patinando como nos últimos anos, esse otimismo todo com o Brasil não vai se sustentar por muito tempo. Nesse caso, o preço do dólar estaria certo mas os preços do Tesouro Direto teriam que cair. Aí seria uma boa ter dinheiro em caixa pra poder aproveitar essas taxas melhores do Tesouro Direto.

No momento estou preferindo deixar a sobra do salário no final do mês em um CDB. Posso estar abrindo mão de retorno no momento, mas assim terei caixa disponível para aproveitar oportunidades futuras que, na minha opinião, vão vir em ambos os casos (com ou sem a reforma da previdência). Como diz o Warren Buffet “Cash combined with courage in a crisis is priceless.”

Definitivamente não estou torcendo pra que as coisas saiam do controle e essa reforma não passe só pra ter taxas melhores no Tesouro Direto. Com salário, emprego e imóvel no Brasil estou bem exposta ao risco dessa previdência não passar e o Brasil “dar errado”. Se não der, pelo menos quero poder ter dinheiro para aproveitar os preços melhores do Tesouro Direto.

Ah, vale ressaltar que não aproveitei essa alta do dólar pra me desfazer do meu investimento na bolsa americana. O que eu já tinha, está lá, paradinho (ou melhor, rendendo bem esse ano!). Só não estou aportando mais. Já o Tesouro Direto cheguei a reduzir no começo do ano, mas também não movimentei mais o estoque. Também está lá, paradinho, pra render bons frutos se o otimismo com o Brasil der certo!

E vocês? Como estão remanejando a carteira frente a tanta incerteza?

17 Comentários

  • ANA

    Olá, Elsa!
    Eu não tenho muito o que acrescentar, na verdade frequento o sempresabado.com para buscar conhecimento. Bem, frente a tanta incerteza, a única certeza que eu tenho, como pobre e assalariada kkk é que devo continuar juntando os 40% do pouco que ganho para tentar não passar por perrengue numa emergência. Junto na poupança alguns meses, depois faço um TED para a corretora, para pagar um TED só.
    Abraços!

    • sempresabado

      Oi Ana! Que bom que vem aqui se informar! Fico muito feliz de saber disso!
      Já pensou em abrir conta nesses bancos digitais que não cobram Ted? Acho que a Muquirana já falou do Banco Inter por aqui!
      ABS!

      • Ana

        Já pensei sim, pensei muito, mas a empresa que trabalho prefere pagar meu salário na conta do Banco do Brasil, então teria que fazer TED do mesmo jeito para a conta digital, não é? 🙁

        • Ana

          Voltei aqui só pra dizer que vi que dá sim pra “transferir” do meu banco para o Inter! Estou já instalando o app do Banco Inter, muito obrigada!

          • sempresabado

            Ah que ótimo! Acabei de te responder sobre a conta salário! Fico muito feliz em ajudar 😉

          • wat

            Inter e Nubank por exemplo fornecem boletos por email para depositar na conta , no meu caso é preciso criar 2 boletos com valores abaixo de mil reais para depositar na grande casa de eletrodomésticos que está associado à um banco. Assim evito o ted de 17 reais do banco.

        • sempresabado

          Ana, vc pode transformar sua conta no Banco do Brasil em uma conta salário. Acho que a sua empresa te da os documentos para isso, assim você não paga nenhuma tarifa no BB e consegue transferir os valores pra outra conta qualquer sem custo. Parece uma boa pro seu caso!

  • Executivo Investidor

    Ola Elsa, para mim nada diferente. Continuo construindo minha carteira de REITs aqui no Canada de olho no proximo ano quando passarei a viver dos rendimentos passivos gerados!
    O momento esta bem delicado com reforma da previdencia, desemprego, “Guerra” comercial entre EUA e China, mas a vida segue!
    Diversificar é palavra chave para se proteger, porem precisamos continuar aportando!

    Abraço!

    Executivo Investidor
    http://www.executivoinvestidor.com

    • sempresabado

      Isso aí EI!
      O principal é diversificar e ter aportes pra fazer!
      Que bom que o seu momento FIRE está chegando!

  • Wat

    Por ironia ou por emocional estou preso aproveitando nesse momento de baixa um imóvel em oportunidade . Na época não havia escritura mas já estava todos os contratos anteriores encaminhado no ITESP – Instituto de Terras do Estado de São Paulo. Esse ano saiu a escritura definitiva , o custo foi ser platéia do prefeito e deputados por 2 horas, sem lanche.
    Apesar de ser no centro da cidade não pagarei IPTU na lei daqui: aposentados e pensionistas que recebem até um salário mínimo, desde que residam no imóvel; ter único imóvel com área construída até 50 m ou que o terreno não ultrapasse 2 250 m2 tem isenção.
    Há o problema de liquidez, porém em 1 ano e meio houve valorização de 45% ou se for necessário 35% em uma venda às pressas ou talvez alugue dependendo do futuro.
    Voltamos aos velhos investimentos, por enquanto.

    • sempresabado

      Oi Wat! Concordo que investimento em imóveis pode ser uma boa, ainda mais agora que a economia tá patinando então os preços ainda estão bons! Muquirana é fera no assunto!

  • ABM

    O Brasil está em meio uma transição que não se resolve da noite para o dia. Tem que ter paciência, pois a previdência é uma etapa apenas. Esta reta final para a gente está até um pouco mais difícil para tomar algumas decisões quanto a investimentos. Tinha planejado investir em mais um imóvel que por uma série de razões, acabamos desistindo. Agora alocar esse recurso de uma vez não está sendo fácil. Acho que se tivéssemos mais alguns anos pela frente, o risco seria menor. No momento, a preocupação maior é evitar uma perda muito grande no curto prazo. Iniciar essa fase FIRE com um revés nos investimentos traria um peso adicional em meio a outras questões não materiais até mais importantes com as quais temos que lidar.

    • sempresabado

      Oi ABM!
      Sim, tem que ter paciência com l Brasil.
      Imagino o receio de tomar muito risco agora no começo. Mas acho que nos primeiros anos, se a perda for muito grande, é sempre possível voltar a trabalhar por um tempo pra recompor o patrimônio, não é?

      • ABM

        A volta ao trabalho é possivel sim. Não seria uma situação insuportável pelo trabalho em si, pois tivemos a sorte de trabalhar em algo que gostamos. Eh mais por todos os compromissos e amarras que o trabalho trás. Ter a liberdade e perde-la num curto espaço de tempo eh algo que eu nao gostaria de viver. O meio termos vai ser abrir mão de certas conveniências para manter o orçamento baixo e nao sentir tanto a perda da rentabilidade.

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